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Apenas o vazio...

terça-feira, 3 de agosto de 2010



Pior que cortar os pulsos é o vazio que preenche sua alma. Pior que sofrer de amor é estar calado diante do próprio silencio. Seu espelho se quebrou, seriam setes anos de azar? Caminhar sobre os próprios cacos e sangrar sem sentir a sua dor. Algo queimando em seu estomago. Sim! Esta morrendo e não há nada que possa fazer para se salvar. O mundo gira, a hora voa e você não a vê. Parado no tempo, você ficou. Morreu no passado, sonhando com o futuro. E viver o presente em ruínas foi o seu castigo. Chorando sua má sorte, o céu não é mais azul. E lágrimas de sangue banharam a lua. Você matou todos que habitavam ao seu lado e se suicidou em agonias. Porque não morre? Ainda vivo este é o castigo original. Condenado ao seu inferno, queimando sua carne mortal. E odiando aos homens por sua existência. Odiaria também a existência de sua falecida alma.

E além das montanhas é possível ouvir o leve sopro do vento, dizendo... ‘Quanto mais se tenta sobreviver, mas se morre e não há nada que se possa fazer, para salvar sua própria pele’. E assim, se vive morrendo todos os dias. E a cada dia, o que lhe predomina é apenas o vazio de um céu sem cor.

Este é o inferno, sinta-se a vontade!

Vazio

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tudo estava tão escuro e vazio. O frio preencheu todo aquele quarto e gritos de agonia foram ouvidos naquele momento. Fleches, imagens percorreram sua mente. Embora quisesse tanto se livrar de tais pensamentos, porém, o quão difícil e que se fazia impossível de se fazer. O medo, o pavor aquele calafrio tomou conta de todo seu ser. Subia a garganta o grito angustiado, a cachoeira de lagrimas que não se derramara. Preso as suas próprias angustias ele ficou. Difícil buscar o alivio para a alma, o cansaço era imenso, a mais de milhões de pedras sobre sua cabeça, seus pés acorrentados, estava assim, predestinado a passar toda sua existência ali e se já não bastasse carregando o peso de suas magoas passadas. Então ele clamou, rastejando ao chão sujo e gélido, assoprando as mãos para aquecê-las. Impossível assim se fez, quando por si descobriu, ali acima de um mundo torturante o quão era frio quanto o quarto em que se mantera preso. As mãos gélidas sobre o peito, sentindo seu corpo de pedra, e que ali dentro não batia um coração. Assustado com suas descobertas, tentou fechar os olhos, mas de nada adiantará pois, olhos de vidros eram os seus. Se debateu a cada canto, procurando por algo que pudesse aquecê-lo, por algo que pudesse fazê-lo sentir. Algo que o motivasse a sentir-se vivo, outra vez... Contorcido, largado ao chão observou por momento ao teto do imenso quarto escuro, cujo qual havia sido iluminado por algo. Mas tão fraco o brilho se fez, e em tão poucos segundos se desfez diante de seus olhos de vidro. Em seus olhos uma lagrima deixou cair, por hora se jogou a rir de sua própria melancolia.
Ali, ele fora a ensinado a se conformar com seu corpo de pedra em forma humana, apenas via, mas não sentia. Apenas existindo em seu mundo fechado e sombrio. Existindo apenas de reflexos. Sofrendo a dor de uma angustia que se quer existia, rindo a gargalhada de seu desespero a sua existência. Condenado estava, eterno assim se fez quando tentou o suicídio e que por ventura do destino, era imortal.







Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
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