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Ora... Sádico

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Noutras vezes o céu padeceu sob sua cabeça, carregando-o sem vida, condenava-se a prisão eterna. Alguns dizem quem pudera ver, viverá até o dia de amanhã. Olhando a frente, onde nada se via se não mesmo o vazio cinzento, em degraus, por montanhas, por riachos, decaindo em tropeços, por entre as profundezas do imenso oceano sem vida. Aquele que por sua vez, beijou aos céus no tão infinito. Naquele dia arrastava-se, a montanha mais alta, quê, de tão alta, parecia tão profunda em pecados, na quão profunda, o abismo se tornara, sugava-a’ alma. Delirava, dentre os lados, em meio ao pecado à sanidade, consumida até o final, a punição de sua alma violada, ferida e sangrenta. Suas lagrimas secas aos seus olhos, vibrantes, cintilantes, negros e mortos. Ele buscava por respostas das quais apenas lhe feriam a alma, seu corpo apodrecido, não suportaria o todo repleto de pecado, assim padeceria mais e mais. Ele, este anjo destinado ao inferno a terra, provou de todo pecado existente, um insano... Insano! Não se ouvia não mais seus lamentos, sufocava-se, com o próprio veneno que por hora, anestesiado, envolvente ora sádico... Sádico! Via-se o seu reflexo, perante o abismo, encarava-se o insano, ele desesperava-se em risadas cortantes a alma de qualquer mero mortal, num beijo fatal, pobre alma, medonha tão culpada, abandonando-a ao seu infinito abismo padeceria caindo, infinitamente. Essa dimensão costumava ser tão profunda tão profunda.







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