
E se me perco...
terça-feira, 30 de agosto de 2011

Escrevo a minha Alma...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Querida Alma... É com tamanha carência que lhe escrevo a principio lhe digo a falta a que me faz o seu calor. Embora tão rude e fria lhe faça parecer, meu corpo padece a cada inverno. Se desfazendo em pedaços, presumo então a metamorfose. Assim é como vivem as borboletas da primavera, medonhas em seus casulos, mas quando desabrocham são belas como uma rosa. A nossa diferença é mera diante dos meus olhos tristonhos e desamparados. Tão simples que elas possam voar de encontro à liberdade, infinita sobre os céus. E tão humana sou a ponto de andar sobre tropeços de olhos vendados e morrer na escuridão. Tão de longe se foi, tão perto se fez...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sabíamos que o fim chegaria tão rápido como o soprar do vento e tão gelado como a chuva, escuro como a noite, tristonho como o crepúsculo, o ultimo visto, por ele, por nós, por nós, apenas nós.
Escondendo no passado a amargura de uma vida arruinada. A que céus dizer que uma bela vivencia se transformaria num inferno na terra. E o céu um mero portal ao infinito, a salvação de uma alma, por ela condena, por ela destina a paz eterna.
Céus, dizia a todo o momento. À lagrima que cobria seus olhos vermelhos, o desejo de voltar ao passado, a ter que fazer tudo de novo. E quem dera se pudéssemos voltar, fácil demais, tão simples. É ter que viver com seus erros, com toda sua dor, com todo seu ódio, com toda sua arrogância. Seu desprezo tão mortal aos humanos. Suas lágrimas caiam em cristais, espatifando-se no chão... Ah quem viu, há quem não vistes.
Apenas o vazio...
terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pior que cortar os pulsos é o vazio que preenche sua alma. Pior que sofrer de amor é estar calado diante do próprio silencio. Seu espelho se quebrou, seriam setes anos de azar? Caminhar sobre os próprios cacos e sangrar sem sentir a sua dor. Algo queimando em seu estomago. Sim! Esta morrendo e não há nada que possa fazer para se salvar. O mundo gira, a hora voa e você não a vê. Parado no tempo, você ficou. Morreu no passado, sonhando com o futuro. E viver o presente em ruínas foi o seu castigo. Chorando sua má sorte, o céu não é mais azul. E lágrimas de sangue banharam a lua. Você matou todos que habitavam ao seu lado e se suicidou em agonias. Porque não morre? Ainda vivo este é o castigo original. Condenado ao seu inferno, queimando sua carne mortal. E odiando aos homens por sua existência. Odiaria também a existência de sua falecida alma.
E além das montanhas é possível ouvir o leve sopro do vento, dizendo... ‘Quanto mais se tenta sobreviver, mas se morre e não há nada que se possa fazer, para salvar sua própria pele’. E assim, se vive morrendo todos os dias. E a cada dia, o que lhe predomina é apenas o vazio de um céu sem cor.
Este é o inferno, sinta-se a vontade!
Quando o sol nascer.
quinta-feira, 3 de junho de 2010

Veja-se queimando e não poder sentir a dor, é horrível. Sentir-se impotente de não sentir a queimação em seu próprio corpo. Presenciar o seu fim e não poder saborear o gosto da dor. Morrendo e não poder questionar a morte. Deixar-se cair e não ver-se caindo. Ver a dor de outros e ser incapaz de sentir-se doendo. Enxergar pessoas se contorcendo de dor e ser insensível. Estar diante deles e vê-los chorando e você sorrindo. Você faria, daria de tudo para sentir-se queimando. Para sentir-se doendo. Para sentir-se triste, chorando. Para sentir o gosto da morte. Lagrimas, lagrimas e o fogo queimando sua carne, pessoas contorcendo a sua dor, e lagrimas, lagrimas apenas caindo, sofrimento, você esta caindo, caindo e não há um fim. A morte lhe faz vivo quando deveria estar morto. A vida lhe faz morto quanto que deveria estar vivo. Dois mundos, um único ser, um único vazio, um único parecer. A luta constante, a procura sem fim pelo seu fim. A procura pelo irreal, o olhar para fantasia, o momento mágico, a música ilusória, as vozes que vão além do que poderia ouvi-las. O que ele vê? O que ele viu? A inconstante procura pelo seu ser, a desistência de existir. Desmotivado, caindo em contradição. Perdido no mundo, uma miniatura. Ele é irreal, é louco, é o vazio, é a solidão, é o sofrimento, é a dor. Não negaria tamanho sofrimento sem sentir. Você foi e é tudo. Por isso a incapacidade de sentir, sentir, sentir... Ele disse... Estou enlouquecendo, não existo, estou louco, louco, louco. Eu não existo, eu não existo, eu não existo. Ele morreu, e preso a terra ficou. Sofrendo pela sua procura. Ele é irreal, irreal. Cortando-se, deixando o sangue caminhar pelo seu corpo e admira-lo. Queimando-se, ele esta queimando, mais não se sente queimando. Testando os limites de um ser humano real, ele morre todas as noites e renasce toda manhã. Ele anseia por renascer à noite e morrer quando o sol nascer.
Vazio
quinta-feira, 6 de maio de 2010




