E se me perco...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu me perdi! E se eu me perdi, na confusão de meus sentimentos e pensamentos me perdi na encruzilhada daquele trem, na descida de uma montanha. Me perdi entre as pedras, entre os mares, entre as flores do meu jardim. Me perdi entre as nuvens, entre os meus amores, no meu querer. E se me perco assim, como me encontrar.. se de tão longe estou, caminhando passo a passo, degrau por degrau. Enquanto meus pés caminham um por um, há de cair dez vezes a mais do que devia. Se hoje não me seguro, não há mão que me segure se não mesmo o meu querer. Eu me perdi e eu me perco, eu não me acho, eu não me sinto, eu não existo. Estou ausente, ausente para o mundo, ausente para mim. Meu sentimento é o vazio, se perco entre os grãos de areias, tão sem sentimentos estou.. Sou tão vazio como um balão, tão vazio...

Escrevo a minha Alma...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Querida Alma... É com tamanha carência que lhe escrevo a principio lhe digo a falta a que me faz o seu calor. Embora tão rude e fria lhe faça parecer, meu corpo padece a cada inverno. Se desfazendo em pedaços, presumo então a metamorfose. Assim é como vivem as borboletas da primavera, medonhas em seus casulos, mas quando desabrocham são belas como uma rosa. A nossa diferença é mera diante dos meus olhos tristonhos e desamparados. Tão simples que elas possam voar de encontro à liberdade, infinita sobre os céus. E tão humana sou a ponto de andar sobre tropeços de olhos vendados e morrer na escuridão.

Depois de muito tempo adormecida, a vejo despertando para a vida.

Penso então... Um novo começo? Uma nova vida? O momento certo na hora errada, talvez!!

"Mas devemos levar sempre em consideração de que nem tudo nesta vida não é fácil, e se fosse fácil nada teria um mérito!"

Tão de longe se foi, tão perto se fez...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


Sabíamos que o fim chegaria tão rápido como o soprar do vento e tão gelado como a chuva, escuro como a noite, tristonho como o crepúsculo, o ultimo visto, por ele, por nós, por nós, apenas nós.

Escondendo no passado a amargura de uma vida arruinada. A que céus dizer que uma bela vivencia se transformaria num inferno na terra. E o céu um mero portal ao infinito, a salvação de uma alma, por ela condena, por ela destina a paz eterna.

Céus, dizia a todo o momento. À lagrima que cobria seus olhos vermelhos, o desejo de voltar ao passado, a ter que fazer tudo de novo. E quem dera se pudéssemos voltar, fácil demais, tão simples. É ter que viver com seus erros, com toda sua dor, com todo seu ódio, com toda sua arrogância. Seu desprezo tão mortal aos humanos. Suas lágrimas caiam em cristais, espatifando-se no chão... Ah quem viu, há quem não vistes.

Apenas o vazio...

terça-feira, 3 de agosto de 2010



Pior que cortar os pulsos é o vazio que preenche sua alma. Pior que sofrer de amor é estar calado diante do próprio silencio. Seu espelho se quebrou, seriam setes anos de azar? Caminhar sobre os próprios cacos e sangrar sem sentir a sua dor. Algo queimando em seu estomago. Sim! Esta morrendo e não há nada que possa fazer para se salvar. O mundo gira, a hora voa e você não a vê. Parado no tempo, você ficou. Morreu no passado, sonhando com o futuro. E viver o presente em ruínas foi o seu castigo. Chorando sua má sorte, o céu não é mais azul. E lágrimas de sangue banharam a lua. Você matou todos que habitavam ao seu lado e se suicidou em agonias. Porque não morre? Ainda vivo este é o castigo original. Condenado ao seu inferno, queimando sua carne mortal. E odiando aos homens por sua existência. Odiaria também a existência de sua falecida alma.

E além das montanhas é possível ouvir o leve sopro do vento, dizendo... ‘Quanto mais se tenta sobreviver, mas se morre e não há nada que se possa fazer, para salvar sua própria pele’. E assim, se vive morrendo todos os dias. E a cada dia, o que lhe predomina é apenas o vazio de um céu sem cor.

Este é o inferno, sinta-se a vontade!

Quando o sol nascer.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Veja-se queimando e não poder sentir a dor, é horrível. Sentir-se impotente de não sentir a queimação em seu próprio corpo. Presenciar o seu fim e não poder saborear o gosto da dor. Morrendo e não poder questionar a morte. Deixar-se cair e não ver-se caindo. Ver a dor de outros e ser incapaz de sentir-se doendo. Enxergar pessoas se contorcendo de dor e ser insensível. Estar diante deles e vê-los chorando e você sorrindo. Você faria, daria de tudo para sentir-se queimando. Para sentir-se doendo. Para sentir-se triste, chorando. Para sentir o gosto da morte. Lagrimas, lagrimas e o fogo queimando sua carne, pessoas contorcendo a sua dor, e lagrimas, lagrimas apenas caindo, sofrimento, você esta caindo, caindo e não há um fim. A morte lhe faz vivo quando deveria estar morto. A vida lhe faz morto quanto que deveria estar vivo. Dois mundos, um único ser, um único vazio, um único parecer. A luta constante, a procura sem fim pelo seu fim. A procura pelo irreal, o olhar para fantasia, o momento mágico, a música ilusória, as vozes que vão além do que poderia ouvi-las. O que ele vê? O que ele viu? A inconstante procura pelo seu ser, a desistência de existir. Desmotivado, caindo em contradição. Perdido no mundo, uma miniatura. Ele é irreal, é louco, é o vazio, é a solidão, é o sofrimento, é a dor. Não negaria tamanho sofrimento sem sentir. Você foi e é tudo. Por isso a incapacidade de sentir, sentir, sentir... Ele disse... Estou enlouquecendo, não existo, estou louco, louco, louco. Eu não existo, eu não existo, eu não existo. Ele morreu, e preso a terra ficou. Sofrendo pela sua procura. Ele é irreal, irreal. Cortando-se, deixando o sangue caminhar pelo seu corpo e admira-lo. Queimando-se, ele esta queimando, mais não se sente queimando. Testando os limites de um ser humano real, ele morre todas as noites e renasce toda manhã. Ele anseia por renascer à noite e morrer quando o sol nascer.

Vazio

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tudo estava tão escuro e vazio. O frio preencheu todo aquele quarto e gritos de agonia foram ouvidos naquele momento. Fleches, imagens percorreram sua mente. Embora quisesse tanto se livrar de tais pensamentos, porém, o quão difícil e que se fazia impossível de se fazer. O medo, o pavor aquele calafrio tomou conta de todo seu ser. Subia a garganta o grito angustiado, a cachoeira de lagrimas que não se derramara. Preso as suas próprias angustias ele ficou. Difícil buscar o alivio para a alma, o cansaço era imenso, a mais de milhões de pedras sobre sua cabeça, seus pés acorrentados, estava assim, predestinado a passar toda sua existência ali e se já não bastasse carregando o peso de suas magoas passadas. Então ele clamou, rastejando ao chão sujo e gélido, assoprando as mãos para aquecê-las. Impossível assim se fez, quando por si descobriu, ali acima de um mundo torturante o quão era frio quanto o quarto em que se mantera preso. As mãos gélidas sobre o peito, sentindo seu corpo de pedra, e que ali dentro não batia um coração. Assustado com suas descobertas, tentou fechar os olhos, mas de nada adiantará pois, olhos de vidros eram os seus. Se debateu a cada canto, procurando por algo que pudesse aquecê-lo, por algo que pudesse fazê-lo sentir. Algo que o motivasse a sentir-se vivo, outra vez... Contorcido, largado ao chão observou por momento ao teto do imenso quarto escuro, cujo qual havia sido iluminado por algo. Mas tão fraco o brilho se fez, e em tão poucos segundos se desfez diante de seus olhos de vidro. Em seus olhos uma lagrima deixou cair, por hora se jogou a rir de sua própria melancolia.
Ali, ele fora a ensinado a se conformar com seu corpo de pedra em forma humana, apenas via, mas não sentia. Apenas existindo em seu mundo fechado e sombrio. Existindo apenas de reflexos. Sofrendo a dor de uma angustia que se quer existia, rindo a gargalhada de seu desespero a sua existência. Condenado estava, eterno assim se fez quando tentou o suicídio e que por ventura do destino, era imortal.







Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
Gostou desse layout? Então visite o blog Julie de batom e escolha o seu!